Mais crescimento e mais inflação

O Painel de especialistas de Funcas revisou uma décima para cima suas previsões de crescimento, tanto para 2016 como para 2017. No caso deste ano, consideram que o crescimento vai chegar até 3,2% “como consequência de uma evolução do PIB melhor do que o esperado nos primeiros três trimestres, e que se deve, em parte, à maior contribuição da demanda nacional”, apontam os participantes desta entidade. Por isso, de cara a 2017 melhoram suas perspectivas do PIB em 2,3% para 2,4%, devido ao efeito de arraste dos dois últimos trimestres deste ano”.
A inflação sobe e a taxa de desemprego baixa
O Painel de Previsão de Funcas, que se realiza através de uma pesquisa realizada entre 17 serviços de análise, também foi alterado no sentido ascendente, a taxa homóloga de inflação prevista para o próximo mês de dezembro, que passa de 0,7% para 0,9%, “embora a taxa média anual para o conjunto do exercício se mantém sem mudanças no -0,3%”. Em vez disso, foi corrigido para cima a média anual prevista para 2017, até 1,4%, enquanto a inflação para dezembro do próximo ano situa-se em 1,2%. Neste sentido, o INE acabou de publicar os dados definitivos do IPC do mês de outubro, que terminou em 0,7%, cinco décimos acima da registrada no mês anterior, enquanto que a inflação mantém-se em 0,8%.
Estatística atribui este aumento dos preços da habitação, cuja taxa anual aumenta quase dois pontos e meio, até 0.4%, por causa da subida dos preços da electricidade, de frente para a descida registada em 2015″. Também influencia, embora em menor medida, “a subida dos preços do gás e o gasóleo para aquecimento, que desceram o ano passado”. Por seu lado, o transporte experimenta uma variação de 1,7%, “quase dois pontos acima da de setembro, na sua maioria, devido a que os preços dos combustíveis e lubrificantes aumentam neste mês, enquanto que caíram em outubro de 2105”.
No que diz respeito ao défice público foi revisto ligeiramente em alta de até 4,6% do PIB para este ano, enquanto a previsão para 2017 é mantida em 3,6%. “Espera-Se, portanto, o cumprimento da meta do défice deste ano, mas não é assim com o próximo”, asseguram os participantes desta entidade.
Haverá efeito Trump?
Funcas aponta que suas previsões foram feitas antes das eleições nos EUA, “portanto, não têm em conta como a posta em prática das medidas avançadas pelo presidente eleito Donald Trump afetaria as perspectivas da economia espanhola”. De acordo com Funcas, “a introdução de medidas protecionistas seriam especialmente prejudiciais para as exportações, pilar da recuperação em Portugal. Abre-Se, pois, um período de incerteza que poderia prejudicar a investimento internacional, enquanto que na Europa também não podem ser descartadas novas turbulências diante das eleições do ano que vem na Alemanha e a França”.

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