Quem compra casas em Portugal?

Na nova edição do relatório “O perfil do comprador de habitação”, analisam-se os comportamentos e as expectativas dos compradores de casas com base nas pesquisas de satisfação dos visitantes da feira SIMA desde 2008. De acordo com os dados recolhidos neste documento, o comprador entre 25 e 35 anos, continua sendo o majoritário, embora a sua quota de mercado permanece estável em 2013 no ambiente de 41%. Uma situação que contrasta com o claro predomínio que tiveram entre 2009 e 2011, quando a média foi 62%.
Sobe a idade média dos compradores
Enquanto que os mais jovens representam uma menor parte do total dos que têm a intenção de comprar uma casa, que têm entre 36 e 45 anos tornaram-se a verdadeira locomotiva da demanda residencial e já representam 36% do total. No entanto, os candidatos com mais de 45 anos mostram um recuo de 7 pontos percentuais, o que freia a evolução positiva que se vinha registando-se a partir de 2010.
Quanto às razões para aquisição de uma casa, a principal continua sendo mudar de alugar a propriedade, que registra um significativo crescimento de quase 7 pontos percentuais. A segunda motivação é melhorar a habitação atual, que sobe quase 5%, enquanto que o grupo daqueles que procuram casa para formar um novo lar experimenta uma queda de mais de 7%, um fato que reflete a desaceleração da procura de casas na faixa etária entre os 25 e 35 anos. O relatório também destaca o recuo de 1,4% no desejo de investir, provavelmente porque a contínua subida dos preços está começando a subtrair atraente para a rentabilidade que você espera para o pequeno investidor.
A decisão de compra se acelera
Um dos pontos de inflexão da situação atual com relação à de há um ano, como resultado da tendência de alta nos preços, é a aceleração dos prazos para a aquisição de uma habitação. A pressa para encontrar uma casa tomaram conta do ânimo dos potenciais compradores, que agora representam 43,5% contra 35,5% daqueles que não têm a desvantagem de adiar a decisão até um ano.
Além disso, o relatório chama a atenção para um segundo efeito de uma tendência de alta nos preços, como é o aumento dos orçamentos de compra. Desta forma, enquanto aumentam um pouco mais de 2 pontos de média dos percentuais de todos aqueles que têm um orçamento de até 150.000 euros (20,3%) e entre 150.000 e 300.000 euros (52,8%) aumenta significativamente, em cerca de 4,5 pontos percentuais, dos compradores que têm mais de 300.000 euros, uma faixa que cresce até alcançar o 27,1% dos entrevistados. A recuperação do preço da moradia também está afetando a capacidade de autofinanciamento dos candidatos, já que são menos os que podem assumir a totalidade da compra e, cada vez mais, quem tem que financiar mais de 80% do valor da casa que desejam adquirir.

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