A Europa e o Japão se aproximam

Jean Claude Juncker e Shinzo Abe confirmaram seu compromisso conjunto de chegar a uma conclusão rápida sobre uma aliança comercial bilateral, um Acordo de Parceria Estratégica entre a Europa e o Japão. “Acreditamos que este acordo é necessário porque acreditamos no comércio livre, justo e baseado em regras. E assim continuaremos olhando para o mundo, em vez de voltar para o discurso”, garantiu o presidente da Comissão Europeia.
Contra o protecionismo
Em um momento em que ambas as partes consideram que têm que lidar com o discurso que defende o presidente dos eua, UE e Japão querem consolidar uma aliança que garanta a liberdade comercial entre ambas as partes: “as negociações com o Japão e agora estão em uma fase decisiva, e espero que a final”, disse Jean-Claude Juncker, para quem “a visita do Primeiro-Ministro Abe nos permite reiterar nosso compromisso político para chegar a um acordo bem amplo, ambicioso e equilibrado”.
À medida que a Europa e o Japão chegam às fases finais do processo de negociação, foi anunciado que, juntamente com o tratado comercial, também estão negociando um Acordo de Parceria Estratégica “que reflita a posição do Japão como um parceiro estratégico chave da UE na Ásia e demonstre o compromisso conjunto de parceiros com o comércio aberto e regulamentado, Os direitos humanos, a democracia e o Estado de Direito”, declarou Jean-Claude Juncker.
O japão se estende
Paralelamente ao processo de negociação com a UE, as notícias que chegam de Tóquio falam de um paulatino processo de recuperação depois de atravessar anos de dificuldades. Neste sentido, é sabido que o forte aumento das exportações leva para a balança comercial do japão bateu todas as expectativas. Os dados que forneceu o governo australiano aponta que o país registrou um excedente comercial de 6.740 milhões de euros em fevereiro passado, um excedente que triplica ao registrado no mesmo mês do ano passado.
Este fato bom da balança comercial japonesa é mais relevante ainda se coloca no contexto, já que estamos perante o maior superávit comercial japonês desde 2010. Mas ainda mais significativo é o fato de que o Produto Interno Bruto (PIB) japonês registrou no quarto trimestre de 2016 uma expansão homóloga de 1,2%, o que representa uma melhoria de dois décimos de efa com respeitos às estimativas anteriores do executivo de Tóquio.

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