Alemanha progride adequadamente, mas precisa melhorar

Embora a Alemanha está em uma posição financeira sólida, “o envelhecimento e a mudança tecnológica exige novos investimentos nas pessoas para garantir uma sociedade mais forte e mais inclusiva”, de acordo com o último estudo económico sobre o país elaborado pela OCDE. Entre as fortalezas do gigante germano destaca-se a sua robusta recuperação após a crise econômica internacional, mas fixa o objetivo dos múltiplos desafios que enfrenta o país, como “fortalecer a produtividade, aumentar o bem-estar de uma sociedade que envelhece rapidamente e garantir a integração dos imigrantes recém-chegados”.
“Apesar das turbulências na economia mundial, a economia alemã continua a ser robusta, com um forte impulso para as exportações e baixa taxa de desemprego”, disse o diretor da OCDE, Ángel Gurría, na apresentação deste relatório. “A alemanha deve usar sua posição de força para se preparar para o futuro, sobretudo garantindo o sucesso da integração da onda de refugiados para os que se lhes ofereceu asilo”. Esses fluxos de população “são uma oportunidade para contrariar as tendências demográficas e lançar as bases de uma economia mais diversificada e produtiva”. O trabalho da OCDE revela que as políticas de integração eficazes para os imigrantes recém-chegados serão chaves para a Alemanha, se quer melhorar os seus resultados económicos e garantir a coesão social.
Neste sentido, a OCDE indica que aumentar os níveis de investimento será um elemento-chave para elevar a produtividade e o nível de vida dos alemães. A receita que propõe este organismo internacional centra-se na promoção do investimento em capital baseada no conhecimento e libertação do potencial de serviços-chave, uma combinação de elementos que permitiria fortalecer a competitividade da indústria transformadora, o que facilitaria a transição para o que a OCDE chama Indústria 4.0. “O investimento em educação é fundamental, de forma que se facilite o desenvolvimento de competências dos trabalhadores alemães”, dizem os especialistas desta entidade internacional, que reclamam impulsionar o investimento público nos municípios mais pobres, de forma global, que resulte em um crescimento mais inclusivo.
Nos últimos anos, a Alemanha, deu início a uma profunda reforma do mercado de trabalho, embora os especialistas acreditam que ele pode trabalhar mais para eliminar as barreiras que impedem que as mulheres desenvolvam suas carreiras profissionais. Algumas medidas que impulsarían o bem-estar e os rendimentos substancialmente. A OCDE pensa que essas políticas se deve incluir um maior investimento no cuidado da criança e na educação da primeira infância, assim como uma redução da elevada carga fiscal sobre os segundos renda das famílias, uma fiscalidade que desencoraja muitas mulheres que querem trabalhar a tempo completo, mas que se enfrentar o problema da elevada tributação sobre os rendimentos adicionais.

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