O FMI alerta sobre a desaceleração econômica global

As novas previsões do Fundo refletem uma moderação das perspectivas das economias europeias, especialmente afetadas após o referendo, em que o Reino Unido decidiu abandonar a União Europeia e um crescimento mais fraco do que o previsto nos Estados Unidos. “Esses fatores têm piorado a pressão descendente sobre as taxas de juros mundiais, pelo que se prevê que a política monetária mantenha uma orientação acomodatícia mais tempo”, afirma o documento de trabalho do FMI.
Luzes e sombras
A entidade que dirige Christine Lagarde se mostra securisada, após observar que a reação dos mercados perante o choque do Brexit foi ordenada, mas adverte que “o impacto que, em última instância, terá ainda não está claro, já que o futuro dos acordos institucionais e comerciais entre o Reino Unido e a União Europeia é incerto”. Os especialistas afirmam que o sentimento dos mercados financeiros, com relação às economias emergentes tem melhorado “, devido às expectativas de uma redução das taxas de juros nas economias avançadas”, enquanto que a preocupação em torno das perspectivas da China, a curto prazo, foram aliviado “, graças à adoção de políticas que estão sustentando o crescimento e os preços das matérias-primas, que, em certa medida, são do mundo”.
No entanto, de frente para a Ásia em geral, e a Índia, em particular, que registram um crescimento vigoroso, o FMI coloca o foco na África subsaariana, onde está a sofrer uma forte desaceleração, enquanto que nas economias avançadas, “o fato de que as perspectivas sejam, por si, moderadas e estão rodeadas de considerável incerteza e de riscos à baixa pode fazer com que se recrudezca o descontentamento. Estas perspectivas preocupantes – prossegue o relatório do FMI – fazem com que seja mais urgente do que nunca aplicar uma política de resposta extensa que consiga estimular o crescimento e a lidar com as vulnerabilidades”.
Portugal progride adequadamente
O FMI projeta que em nosso país, o crescimento se mantenha estável em termos gerais, em 2016, e modere de 3,1% para 2,2%, em 2017. No resto da Europa, os números são muito díspares. No caso da Itália, as projeções apontam para um crescimento ligeiramente maior, de 0,8% em 2016, e de 0,9% em 2017, enquanto que no conjunto da zona euro, a taxa de crescimento potencial projetada, a médio prazo, é de 1,4%. Uma taxa que o FIM avança que “será controlada por tendências demográficas desfavoráveis, o alto desemprego, os elevados níveis de dívida, bem como fatores estruturais profundamente enraizadas”.
Finalmente, o relatório prévio à Assembleia Anual do FMI centra-se na inflação, que se espera que aumente nas economias desenvolvidas, a uma média de cerca de 0,8% em 2016, contra 0,3% alcançado em 2015, “principalmente devido ao menor lastro dos preços da energia”.
Para os próximos anos, o Fundo prevê que aumente o IPC, à medida que os preços dos combustíveis aumentar ligeiramente.

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