Mais de dois milhões de funcionários querem aumentar a sua jornada

12,2% dos trabalhadores espanhóis gostaria de utilizar mais horas e não encontrar onde. É o que detectou a empresa de recursos humanos Adecco, que figura em 2,2 milhões de pessoas que gostariam de ampliar sua jornada de trabalho, mas não estão empresas que ofereçam esta possibilidade. “Em 2007, antes do início da última crise econômica, havia 1,5 milhões de ocupados que queriam trabalhar mais horas sem encontrar onde fazê-lo. Essa situação foi-se ampliando até superar os 2,6 milhões de pessoas em 2013 para, a partir desse momento, começar a descer até o valor atual, que é de 1,4 pontos percentuais menor do que um ano atrás”, assinalam os especialistas da Adecco.
De acordo com os dados do último Inquérito de População Activa do nosso país conta com pouco mais de 18 milhões de ocupados, dos quais 15,7%) está empregada a tempo parcial. “Se bem que este é um dado que pode ter muitas leituras, a jornada parcial permite conciliar vida pessoal e profissional, é compatível com a realização de estudos, etc., existe um percentual significativo de trabalhadores que gostariam de trabalhar mais horas, mas não encontram onde fazê-lo”. Madri é a autonomia com maior proporção de ocupados que desejam trabalhar mais horas, com 19% do total, ainda que representou uma redução homóloga de 1,6 pontos percentuais. Segue-se a Comunidade Valenciana, com 16,7% dos ocupados, apesar de ser a região que mais reduziu nesta proporção, com uma queda homóloga de 2,1 pontos. Contra elas, há cinco comunidades nas quais a quantidade de ocupados que desejam trabalhar mais horas é inferior a 10%: Galiza, Baleares, País Basco, Navarra e Astúrias.
O emprego a tempo parcial em Portugal
A espanha é um dos países desenvolvidos onde mais se trabalha a tempo parcial de forma obrigada, principalmente, por não encontrar um emprego a tempo inteiro. O 64,7% dos ocupados por horas em 2014 o fazia involuntariamente e só a Grécia, com um 67,7%, ultrapassado esse percentual, segundo a OCDE. Além disso, este tipo de trabalho afeta mais a população feminina. De acordo com os dados publicados pelo Eurostat com motivo do Dia Internacional da Mulher, que teve lugar no passado dia 8 de março, em Portugal, 30% das mulheres com filhos tem um contrato a tempo parcial, enquanto que no caso dos homens essa percentagem ronda os 6%. A incidência dos contratos a tempo parcial é também eminentemente feminina, mesmo quando não se tem filhos: 21,5% das mulheres que trabalham, o fazem por horas em frente ao 9,5% dos homens ocupados. No conjunto da Europa, um em cada três trabalhadores com menos de 25 anos que trabalha a tempo parcial, uma taxa que aumenta para 40,4% no caso das mulheres jovens.

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